segunda-feira, 20 de março de 2017

PERDIDO NA FLORESTA AMAZÔNICA - RELATOS DE SOBREVIVÊNCIA #1

Olá amigos eu me chamo Bruno Cipriano e hoje trago um novo tema para vocês que nos acompanham aqui no blog do Sobrevivêncialismo Alfa, esse novo temas irá  se chamar Relatos de Sobrevivência e nele obviamente vamos falar sobre pessoas que sobreviveram em situações extremas e em lugares extremos então vamos nessa por que esse relato que eu vou mostrar para vocês é de um cara chamado Francisco Naefe esse cara passou 9 dias perdido na Floresta Amazônica e sobreviveu para contar.


“Acharam que eu tinha sido comido pela onça”. Essa era a opinião de conhecidos e familiares sobre o sumiço de Francisco Naefe, então com 28 anos. Ele ficou perdido e sozinho durante nove dias na floresta na região de Altamira, no Pará. Era o ano de 1992, ele havia crescido na mata, em meio aos seringueiros e índios. Seu conhecimento sobre tudo o que havia aprendido da floresta, no entanto, seria colocado à prova da forma mais extrema.


NESTAS HORAS, O PIOR INIMIGO DO HOMEM SE CHAMA SOLIDÃO. ELE CONTOU QUE TEVE ALUCINAÇÕES, VIU CASAS, AVIÕES, MAS NÃO HAVIA NADA. TUDO ERA RESULTADO DA FRAQUEZA PSICOLÓGICA “O Cazuza estava na pior e eu também. Fiquei perdido, entrei no mato, não tinha tanta experiência. Os indígenas me procuraram por rês dias, não me acharam e consideraram que eu tinha sido comido pela onça.”, contou.

Sozinho e com apenas um facão, Naefe acredita que a pior coisa não é passar fome, sede ou temer o ataque de um animal selvagem. Nestas horas, o pior inimigo do homem se chama solidão. Ele contou que teve alucinações, viu casas, aviões, mas não havia nada. Tudo era resultado da fraqueza psicológica que sofremos quando estamos absolutamente sós. 

No caso dele, a faca era a sua única amiga. Ele cortava palmitos e frutas, comeu muito pouco no final. A água era tirada de cipós e raízes que Naefe conhecia desde criança. Todo o riacho que avistava trazia a esperança de um possível igarapé, onde haveria gente. Qualquer pessoa naquele momento seria um verdadeiro irmão. Dormir era outro desafio, já que os mosquitos, ou melhor, as mutucas, podem ser um verdadeiro inferno. Naefe relatou que chegou a ser atacado por 53 delas ao mesmo tempo. 

Desesperado, Naefe rezou bastante para achar um caminho. Sua agonia começou a ter fim quando encontrou uma estrada antiga e viu cascas de cartuchos de armas. Seguiu por aquele caminho. Era fim da tarde, ele avistou barraquinhas antigas. Andou mais além e chegou à aldeia caiapó, a mesma em que estava ao se perder. Ele saiu numa roda de plantação e foi muito bem recebido. 

“Quando cheguei e os índios me viram, eles choraram muito. Vi que tinham muito sentimento. As lágrimas caíram no meu pé. Comi banana e várias outras coisas e eles me deram um remédio para dormir e relaxar.”


Francisco Naefe - Sobrevivente da Floresta Amazônica

Atualmente com 52 anos, Naefe trabalhou na Funai por 22. Era chefe de um posto indígena em Altamira. Acompanhava o avanço agrícola na região, a saúde, fazia a vigilância, entre outras funções. Avisava o que estava acontecendo lá na região para o mundo lá fora.

Muito do conhecimento adquirido pelo Naefe se deu por sua convivência com os Povos Indígenas, em Terras Indígenas (TIs) da Amazônia. As TIs ocupam mais de 12% do território brasileiro - uma área maior do que a Região Sudeste - e são fundamentais para a conservação ambiental e para a preservação do enorme conhecimento dos indígenas sobre a natureza. A organização ambiental The Nature Conservancy (TNC) trabalha em conjunto com as comunidades indígenas para seguir conservando toda essa riqueza.

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